Ela pinta as unhas de vermelho paixão, arruma os cabelos, põe maquiagem, veste a roupa que a faz sentir mais bonita e confortável.
Sai pela rua, acende um cigarro, o que faz ela se arrepender no mesmo instante, joga-o no chão e pisa em cima.
Charlotte passa por um supermercado e compra um litro de vinho e cheia de sede, desejos e utopias, imagina encontra-lo em alguma ocasião cotidiana nada especial e que ele a comprimentasse e fizesse algum elogio, que fosse ao menos pela escolha do vinho pelo qual ela passou 30 minutos em frente a prateleira imaginando se ele apreciaria aquela tipo. Decepciona-se um pouco, em vão achar que ele iria aparecer... Ela volta pra casa. Charlotte tem o grande dom de carregar com ela esperanças e ao chegar em casa liga a vitrola e ao som daquele vinil que seria o preferido dele, arranhando na agulha ela abre o vinho, enxe o primeiro copo, bebe o primeiro gole. Charlotte em todas as suas ações pensa nele como parte do seu dia-a-dia, imaginando que ele irá lhe ligar, ou que aparecerá lhe surpreendendo com um convite inesperado para sair. Por pensar demais, ela se decepciona o tempo todo. Charlotte não passa de uma sonhadora e só quer viver uma história diferente a cada relacionamento.
Numa tentativa frustrada, depois do segundo copo de vinho, ela tenta ligar pra ele, o celular chama até cair - talvez ela não queira atender, - deve está muito ocupado, - devo tentar novamente? E tenta, mas, o número que você ligou está fora de área ou desligado. Ela é persistente e tenta novamente. - alô? Ele atende. - o que é? Responde ele grosseiramente. - não quer vir aqui tomar um pouco de vinho comigo? Ele, sem pensar duas vezes - não. Xau Charlotte! Emudece por alguns segundos. Cai a primeira lágrima, ela vai até a vitrola troca a música por uma que realmente dói, acreditando que essa dor vai mostrar o quanto ela é imperfeita por sonhar demais.
Mulheer... NãOo sabia q vc tinha um blOg oh! AdOrei o post! MuitOo bOm! vOu seguir hein? rsrs
ResponderExcluirXerOo