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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...  (Florbela Espanca)


sábado, 23 de abril de 2011

Judy sempre se sentia inferior em relação a suas amigas, sempre achou ser o patinho feio da turma e isso a incomodava, não sabia lidar. Ela era diferente. Sempre se interessou por rapazes mais feios, sempre achou que estes tinham mais sentimentos.
Judy foi ficando mais bonita com o passar do tempo, rapazes mais bonitos foram se interessando por ela e elogios eram constante. Se relacionou com alguns feios, pelos quais ela levava muito a sério, e com bonitos, estes ela mantinha sempre o pé atrás. Judy nunca confiou em beleza. O que ela mais gostava mesmo era daqueles rapazes que lhe faziam sorrir, que preservam o bom o humor, para ela era fundamental.
De acordo com o tempo, Judy percebia que nem todo feio era feio e nem todo bonito era bonito. Feios por fora e bonitos por dentro, isso geralmente é o que atrai, o mais sensato. Para Judy não, que sempre teve medo de boa aparência e beleza que excedia o limite. Feio por fora e bonito por dentro era como alguém feio que se acha muito bonito o que acaba se tornando muito feio, odioso, tédioso. E foi assim o último que passou na sua vida. E agora, aquilo que fazia Judy filtrar seus relacionamentos nem sempre dá certo e ela não sabe mais como lidar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ela pinta as unhas de vermelho paixão, arruma os cabelos, põe maquiagem, veste a roupa que a faz sentir mais bonita e confortável.
Sai pela rua, acende um cigarro, o que faz ela se arrepender no mesmo instante, joga-o no chão e pisa em cima.
Charlotte passa por um supermercado e compra um litro de vinho e cheia de sede, desejos e utopias, imagina encontra-lo em alguma ocasião cotidiana nada especial e que ele a comprimentasse e fizesse algum elogio, que fosse ao menos pela escolha do vinho pelo qual ela passou 30 minutos em frente a prateleira imaginando se ele apreciaria aquela tipo. Decepciona-se um pouco, em vão achar que ele iria aparecer... Ela volta pra casa. Charlotte tem o grande dom de carregar com ela esperanças e ao chegar em casa liga a vitrola e ao som daquele vinil que seria o preferido dele, arranhando na agulha ela abre o vinho, enxe o primeiro copo, bebe o primeiro gole. Charlotte em todas as suas ações pensa nele como parte do seu dia-a-dia, imaginando que ele irá lhe ligar, ou que aparecerá lhe surpreendendo com um convite inesperado para sair. Por pensar demais, ela se decepciona o tempo todo. Charlotte não passa de uma sonhadora e só quer viver uma história diferente a cada relacionamento.
Numa tentativa frustrada, depois do segundo copo de vinho, ela tenta ligar pra ele, o celular chama até cair - talvez ela não queira atender, - deve está muito ocupado, - devo tentar novamente? E tenta, mas, o número que você ligou está fora de área ou desligado. Ela é persistente e tenta novamente. - alô? Ele atende. - o que é? Responde ele grosseiramente. - não quer vir aqui tomar um pouco de vinho comigo? Ele, sem pensar duas vezes - não. Xau Charlotte! Emudece por alguns segundos. Cai a primeira lágrima, ela vai até a vitrola troca a música por uma que realmente dói, acreditando que essa dor vai mostrar o quanto ela é imperfeita por sonhar demais.

domingo, 17 de abril de 2011

"Don't touch me please.
I cannot stand the way you tease.
I love you, though you hurt me so
Now i'm going to pack my things and go..."

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Em qualquer lugar que eu vá, em todos os garotos que me relaciono eu sempre procuro características de Bobby McGee, isso é chato, porque eu nunca encontro. Bobby McGee tem um sorriso que é só dele e desvenda segredos da minha alma sem que eu permita, quando vou prestar a atenção ele já tem revirado toda a minha existência.